06/12/2016

PORTUGAL - D. Luis I. Fita Direita


No leilão n° 68 da casa Leilões P. Dias, Lda estará em praça a seguinte peça...


Trata-se do lote n° 624, inserido na classe INTEIROS POSTAIS, com a seguinte descrição:
"Sobrescritos Particulares- 1877, Fita Direita (O Anúncio Postal)- Envelope da Série n.º 2 com par de 25 rs carmim colado, Mf-40 (#2), C. XIV, D. 13½, circulado de Lisboa (12-4-77) para a Alemanha (17-4). Inúmeros Temas incluindo Hotelaria, Lotaria/Jogos, Vinhos, Relojoaria, Farmácia, Indústria, Medicina, Chapelaria, Moda, entre outros (Ex- David Cohen). Muito raro. B/MB."

As características e enquadramento desta peça remetem-nos para um artigo de David Lopes Cohen "Inteiros Postais Particulares – 2.ª Parte", publicado no boletim n° 412 do Clube Filatélico de Portugal. link


Após atenta observação do sobrescrito em praça - gatos falam com os rabos - detetamos algumas curiosidades e incongruências:
1. A diferente denominação dos objectos;
2. A franquia composta por um par de selos "fita ditreita" de 25 réis;
3. O par de selos da franquia aposto sobre o carimbo comercial do remetente;
4. A anotação impressa "Cada espaço tem direito a 40 sobrescriptos gratis";
5. Dois espaços com anúncios do remetente.




Dando crédito à existência de Sobrescritos Inteiros Postais Particulares requisitados pela Casa Havaneza (1) aos correios já com o selo colado, produzidos por particulares e pensados para circular internamente (porte simples do correio ordinário), adquirindo assim a denominação de Inteiros Postais, parece-nos que o objecto postal em apreço não se enquadra em INTEIROS POSTAIS PARTICULARES COM A TAXA NÃO IMPRESSA, apesar da natureza e similitude entre ambos.

Assim sendo, fica o alerta, pois são objectos postais distintos, com diferente interesse e grau raridade sob o ponto de vista filatélico e, não menos negligenciável, no que diz respeito aos valores de mercado.



(1) Cuja existência ainda perdura e imortalizada na literatura portuguesa por Eça de Queiroz em "O Crime do Padre Amaro", "Os Maias" e "A Correspondência de Fradique Mendes", por Guerra Junqueiro em "No Chiado" e por José Cardoso Pires em "Lisboa - Livro de Bordo").


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